Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/08/2022
Conforme Cleament Attle, político inglês, a democracia não é a lei da maioria, mas a lei da maioria que integra as minorias. No entanto, quando se observa as dificuldades para combater a transfobia no Brasil contemporâneo, percebe-se que o desejo desse político não foi realizado. Dessa maneira, são necessárias alternativas para combater esse problema, como maior divulgação da mídia sobre o que é transsexual e uma abordagem desde o começo da educação infantil nas escolas voltada para o assunto.
Nesse sentido, um dos caminhos para solucionar a transfobia no Brasil seria uma explicação das mídias sobre essa classificação de gênero. Entretanto, não é bem isso que acontece na realidade, pois muitas celebridades brasileiras confundiram o cantor Pablo Vittar com um transsexual, sendo que o cantor se considera um “Drag Queen”. Desse jeito, é essencial um um programa que explique a diferença de sexualidades e de gêneros para que a população e a própia mídia entenda as classificações. Esse programa também deve demonstrar que essa minoria merece respeito e anseia pela conquista de diretos igualitários.
Além disso, é fundamental o ensino sobre sexualidade no começo da infância para a diminuição de preconceitos contra transsexuais. Nessa ótica, segundo Paulo Freire, a educação sozinha não muda a sociedade, mas sem ela tampouco a sociedade muda. Desse modo, a educação é um alicerce para quebra de discriminações, visto que a maior parte das ligações de sinapses ocorrem na infância, esse período é o ideal para a explicação sobre pessoas transsexuais, suas dificuldades, seus conhecimentos de vida e como ocorreu a sua identificação de gênero. Esses assuntos devem estar presentes em grades curriculares.
Portanto, a divulgação da mídia e a educação infantil são caminhos para combater a transfobia no Brasil. Dessa maneira, urge que mídias, como Rede Globo e Instagram, reservem um tempo para a questão dos transsexuais, seja por programas ou campanhas publicitárias, a fim de reduzir a transfobia. Ademais, cabe aos Ministérios da Educação e da Cidadania mudarem as grades curriculares para o ensino de sexualidade, por meio de votação popular para aceitação da proposta, com a finalidade de formar adultos menos preconceituosos.