Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/09/2022
Na química, os isômeros, substâncias com a mesma fórmula molecular, são classificados em “cis” ou em “trans”, de acordo com a posição que os diferenciam. De forma análoga à ciência dos elementos, o gênero sexual também é classificado assim, sendo “trans” aquele que se enxerga com o sexo oposto do seu nascimento. Infelizmente, no Brasil, a transfobia cresce devido à não aceitação do diferenciado, causada de forma natural e pela falta de educação sobre o tema.
Em primeiro lugar , Charles Darwin, biólogo, explica que repudiar o diferente é uma estratégia natural para garantir a sobrevivência das espécies. Porém, na socie-dade, não se deve usar de tais explicações deterministicas para justificar precon-ceitos como a transfobia, visto que os direitos humanos devem estar acima de qualquer regra da natureza. Nesse contexto, Simone de Beauvoir, filósofa francesa, defende a tese de que a figura do homem e da mulher são construções sociais, e tudo que foge desses padrões, por exemplo os transgêneros, são os diferentes de quem fala Darwin. Portanto, faltam medidas para combater esse impulso natural de estigmatizar a diversidade, o que ressalta o descaso do Estado com o tema.
Além disso, a educação para o povo respeitar a diversidade é insuficiente, o que reflelte no aumento de casos de transfobia. Prova disso é que, de acordo com o site “Todo Estudo”, o Brasil é o país com o maior número de pessoas trans mortas no mundo. Desse modo, Michael Foucault, filósofo francês, evidencia a comple-xidade do tema sexualidade pois não existem leis que regem a orientação e a iden-tidade dos seres. Assim, o pensador destaca que possuir o conhecimento sobre o assunto é muito importante para não produzir preposições preconceituosas, devido ao nível de profundidade da questão. Então, é óbvio que a educação é essencial para controlar o instinto natural previsto por Darwin.
Em suma, fica claro que, após o exposto, medidas devem ser tomadas. Para isso, as escolas, com auxílio dos familiares , devem educar os jovens a respeitar a diversidade, por meio de debates sobre o assunto, com a finalidade de combater a transfobia no Brasil. Somente assim, haverá o entendimento da isômeria, ou seja, apesar das diferenças, todos são formados pelos mesmos elementos.