Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/09/2022

A violência simbólica -termo trabalhado pelo filósofo Pierre de Bodieu- expressa-se quando uma parcela social não usufrui de um direito comum aos demais cidadãos. A ideia do autor pode ser verificada ao observar a transfobia no cenário nacional, visto que as vítimas dessa questão são discriminadas e, muitas vezes, privadas de garantias básicas, como a segurança. Assim, é necessário encontrar meios de com-bater o entrave, analisando, primeiramente, suas causas que são a insuficiência constitucional e a invisibilidade atual.

Dessa forma, em primeira análise, vale destacar a ineficiência legislativa como um fator determinante. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstain, escritor e jornalista nacio-

nal, explica que as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania.A crítica do autor, de fato, consolida-se na hodiernidade, pois, mesmo com a presen-

ça de normas que garantam o repeito,o bem-estar e a segurança aos indivíduos, a transfobia no Brasil ainda é um fator preocupante que limita a efetividade de tais premissas. Como exemplo disso, a " Rede trans Brasil" realizou uma pesquisa que mostra um aumento anual de homicídios contra a população transsexual. Assim, é urgente que a cidadania de papel- de que o jornalista fala- seja superada.

Ademais, a invisibilidade da questão é um desafio atual. Sob tal premissa, a soció-

loga Djamila Ribeiro diz ser necessário fornecer visibilidade a uma situação para que soluções sejam promovidas. Há, no entanto, um silenciamento instaurado no que diz respeito à transfobia no país, haja vista que esse assunto raramente é dis-

cutido na mídia nacional, porque os meios comunicaticos evitam assuntos que ainda geram certa polêmica. Com isso, informações importantes não são transmiti-

das, como formas de combater o óbice no cotidiano. Dessa maneira, urge tirar essa situação da obscuridade para agir sobre ela, como defende Djamila.

Portanto, é fulcral encontrar alternativas para combater tal revés. Para tanto, cabe ao Ministério das comunicações- importante regulador dos meios midiáticos- pro-

mover maior visibilidade à causa, por meio de programas e anúncios televisivos, vi-sando à exposição do tema. Outrossim, o Estado deve efetivar suas leis, por inter-

médio de postos de verificação, consoantes às delegacias regionais. Destarte, ter-se-á um Brasil diferente daquele retratado por Dimenstain.