Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/03/2023

A escritora Chimamanda Adichie afirma que a mudança do “status quo”- o estado das coisa - é sempre penosa. Nessa perspectiva, percebe-se tal dificulade de mudança para combater a transforbia no Brasil, que passa despercebida dentro da sociedade contemporânea brasileira. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a falta de debate e a lenta mudança na mentalidade social.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar-se para falta de debate presente na questão. Besjamin Disraeli, ex-primeiro-ministro inglês, defende que a ignorância nunca resolve uma questão. Sob essa perspectiva, percebe-se veracidade nesta tese, pois a ignorância sobre as pessoas transexuais e suas condições, propaga um preconceito e, consequentemente, instala uma exclusão. Assim, para que tal ignorância seja abolida, a sociedade precisa sair da inércia que se encontra.

Ademais, é coerente apontar que a lenta mudança na mentalidade na mentalidade social impacta na problemática. As questões socioculturais movem a sociedade brasileira, e dogmas antiquados são usados para justificar a intolerância para com indivíduos transexuais. Desse modo, entende-se no Brasil um país intolerante, visto que a ocorrencia de assassinatos no primeiro semestre de 2020, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, registrou 89 casos. Assim, urge conscientizar o corpo social sobre os malefícios dessa mentalidade.

Portanto, medidas devem ser tomadas para frear esse impasse. A melhor forma de combater uma intolerância é dando visibilidade para que pessoas com lugar de fala possam falar. Logo, a mídia pode colaborar explicando para as pessoas o que é um transexual, contando histórias de transexuais, superação de transexuais, por meio de ações nas redes sociais. Com isso, será possível conscientizar a população e combater a transfobia.