Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2023
Na sociedade utópica criada por Thomas More, há a criação de um corpo social sem conflitos e problemas. Contudo, isso não é o que se assemelha à realidade brasileira, visto que há a ocorrência de transfobia, sendo praticada verbalmente e fisicamente. Diante disso, é necessário alternativas para mitigar esse problema, como o aumento de visibilidade dessas minorias nos meios de comunicação, bem como a propagação de informações nos âmbitos educacionais.
A princípio, uma das alternativas para combater a transfobia no Brasil é o aumento de destaque nos meios midiáticos. Nessa perspectiva, o pensamento do filósofo Pierre Bourdieu, o qual disse que o trabalho dos dominadores é dividir os dominados, aplica-se a esse problema, dado que a cultura tradicional tem supremacia e é mais divulgada, principalmente, na era globalizada, pelos meios comunicativos. Dessa forma, a sociedade é dividida, sendo que aquilo que é fora do padrão é execrado, como é o caso dos trangêneros.
Outrossim, o acesso à informação sobre o grupo de transgêneros no ambiente escolar é uma das alternativas no combate à transfobia, visto que os adolescentes serão o futuro do país. Partindo desse pressuposto, Hannah Arendt, filósofa política, pode ratificar essa perspectiva, posto que ela disse que a escola é a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar. Com efeito, os adolescentes que aprendem que a transgenia é algo normal, não estando vinculada à doença ou aberração, mas sendo entendida como parte da sociedade, irão ser ensinados a respeitar o direito de cidadãos com disforia de gêneros.
Portanto, algumas das alternativas para combater a transfobia no Brasil é no âmbito midiático e educacional. Nesse sentido, é necessário que um dos meio de comunicação, como a televisão, disponibilize um espaço no período das propagandas para falar sobre assunto, na qual deve ser mostrado a realidade triste de muitos trangêneros, por meio de uma entrevista, a fim de mobilizar a população a respeitar a diversidade de gênero. Ademais, é importante que o Ministério da Educação promova atividades nas escolas que estimule os discentes a proteger os direitos do próximo.