Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/01/2024

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a lacuna de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporânea mostra-se como um grave problema no país, o que torna o atual cenário brasileiro, ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse contexto, em virtude do legado histórico e da falta de debate, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o legado histórico presente no Brasil. Nesse contexto, segundo o filósofo inglês Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, há uma lacuna de alternativas para combater a transfobia no Brasil conteporâneo, mesmo que fortemente presente no século XXI, visto que, a transfobia no Brasil ainda é um problema social alarmante, além disso fere o direito a igualdade, mais especificamente ao respeito à diferença e a não discriminação correlacionada a à livre expressão social, apresentando raízes intrín-secas à história brasileira, o que dificulta ainda mais sua resolução.

Outrossim, vale salientar a falta de debate como um fator impulsionador para a problemática no país. Nesse contexto, segundo o sociólogo alemão Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nesse âmbito, observa-se uma lacuna na questão das alternativas para combater a transfobia no Brasil conteporâneo, que ainda é muito silenciada, uma vez que os veículos midiáticos raramente abordam esse problema. Logo, trazer a pauta esse tema e debaté-lo amplamente, aumentaria a chance de atuação nele.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para tanto, o governo, em conjunto com o Ministério da educação, através dos veículos midiáticos, deve abordar com mais frequência esse tema, afim de conscientizar a sociedade sobre a importância de se encontrar alternativas que combatem a transfobia, através de palestras e propagandas. Espera-se com essa medida, que o princípio de Policarpo Quaresma possa se concretizar no Brasil atual.