Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/07/2024
Na série “The umbrella academy”, obra cinematográfica norte-americana, retrata a transição do personagem Viktor, que não se identifica com o seu gênero biológico. Ao assumir a sua identidade de gênero é acolhido por sua família. Fora da ficção, nota- se o contrário no que tange aos desafios para combater à transfobia no Brasil, o que demonstra uma irracionalidade social. Assim, é crucial pontuar como causador desse problema o silenciamento e a omissão governamental.
A princípio, é preciso salientar que a falta de debate é uma causa latente na problemática. Segundo Foucault, filósofo francês, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estrutura de poder seja mantida. Nesse sentido, é notório que o silenciamento estimula práticas transfóbicas. Isso advém de estereótipos de gênero, que normatizam a identificação com o sexo biológico, atrelado às mídias que não divulgam casos de pessoas transexuais. Nesse ínterim, o espaço midiático gera um ambiente suscetível às ações transfóbicas, a exemplo agressões físicas e psicológicas.
Além disso, outra configuração para o impasse está na displicência estatal. Conforme Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser estimulada pelos homens a fim de alcançar o equilíbrio social. Diante do exposto, nota-se que o poder público não cria políticas públicas que resolvam a transfobia. Nessa perspectiva, o governo devido não construir órgãos que garantam direito à liberdade de gênero, torna-se negligente por não assegurar regalias para pessoas transgêneros.
Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual aos desafios para o combate à transfobia no Brasil. Desse modo, urge que o estado crie, por meio das redes sociais, campanhas que divulguem os danos gerados por estereótipos que excluem pessoas transexuais. Tal ação fará que mídia debata a liberdade de gênero e o Estado cumpra a sua função social. Feito isso, o panorama brasileiro se assemelhará à série norte-americana.