Alternativas para combater o desaparecimento da Mata Atlântica

Enviada em 20/07/2020

A exploração da mata atlântica, no Brasil, começou desde a chegada dos portugueses na costa sul americana em 1500 com o objetivo de retirar da natureza a sua flora para transformar em riqueza monetária. Diante disso, intensificou-se a destruição do litoral brasileiro, local que reside o bioma com a maior biodiversidade do país, a mata atlântica. Hodiernamente, é fato que o desaparecimento da floresta, infelizmente, ainda ocorre. Visto isso, as maiores causas desse problema são: a inaceitável falta de maiores fiscalizações sobre o desmatamento que promovem a pecuária e a agricultura e também, poucos programas governamentais de sustentabilidade e reflorestamento do bioma.

Em primeiro lugar, é indubitável que o desmatamento ilegal é o maior responsável pelo desaparecimento da mata atlântica. Com isso, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, as informações de satélite demonstraram que o desmatamento cresceu 27% de 2018 para 2019. Logo, se continuar nesse ritmo, o que falta da floresta será devastado nos próximo anos em prol de negócios extrativistas e pecuaristas. Nesse contexto, o Governo se preocupa mais com atividades econômicas do que com preocupações ambientais que interferem nas atividades naturais do planeta e sem a preservação necessária, acarreta graves consequências em todos os ecossistemas. Dessa maneira, é inadmissível que a ineficaz fiscalização para impedir desmatamentos ainda seja um problema no Brasil.

Em segundo lugar, vale ressaltar que a preservação e o reflorestamento da mata atlântica é extremamente importante para a conservação de espécies de animais e de plantas. Desse modo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, só resta aproximadamente 10% da área do bioma original no país. Nesse sentido, está explícito que a floresta está desaparecendo e que o Governo não está agindo de forma equivalente para restaurar os danos causados por latifundiários e extrativistas. Por conseguinte, com poucos programas de replantio da mata atlântica, o Brasil perde cada vez mais o seu bioma com a maior concentração de espécies. Assim, sem o Estado incentivar a sustentabilidade, a extinção de vegetais e animais endêmicos se torna a triste realidade brasileira.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro ambiental da mata atlântica. Para que os desmatamentos sejam impedidos e os reflorestamentos impulsionados, urge que o Governo Federal, juntamente a organizações ambientais, promova, por meio de investimentos diretos, planos de reforçar severamente as fiscalizações de destruições ilegais do bioma com ampliações de guardas florestais. Ademais, alavancar programas de reconstruções da floresta para que ela saia paulatinamente do risco na qual se encontra. Somente assim, a área da mata atlântica se tornará mais parecida com a do bioma original antes dos portugueses chegarem ao Brasil no século XVI.