Alternativas para combater o desaparecimento da Mata Atlântica
Enviada em 10/12/2020
A histórica descoberta da América do Sul pelos portugueses, em 1500, causou não apenas um genocídio sofrido pelos indígenas que viviam no local na época, mas, também, a enorme extração do pau-brasil, árvore a qual apresentava-se como abundante na região. Assim, no Brasil, ainda no cenário atual, vê-se consequências dos danos ambientais iniciados no século XV, em especial ao bioma mata atlântica, os quais afetam diretamente a saúde dos brasileiros, além de ferir direitos assegurados pela Carta Magna. Dessa maneira, torna-se urgente combater o desaparecimento do bioma supracitado.
Em primeiro lugar, é imperioso destacar que o desmatamento da mata atlântica afeta diretamente a saúde da população brasileira. Nesse sentido, doenças como a malária, doença de chagas e dengue têm como principal medida profilática (medida preventiva) a conservação do ambiente natural dos mosquitos responsáveis por suas respectivas transmissões. Com isso, a destruição do habitat dessas espécies causa a migração delas para o ambiente urbano, de modo a surgir endemias em determinadas épocas do ano, como o aparecimento da dengue - transmitida pelo mosquito Aedes aegypti - durante o verão, no sudeste brasileiro. Faz-se imprescindível, enfim, a dissolução dessa conjuntura.
Em segundo lugar, é imperativo pontuar que a mata atlântica, ao não ser devidamente conservada, é ferido não somente o patrimônio natural brasileiro, mas, também, um direito constitucional. Ademais, a Constituição Brasileira garante ao cidadão do Brasil o equilíbrio e qualidade do meio ambiente, desse modo, uma vez que este bioma se encontra sem o devido cuidado, pelo Estado, por meio de monitoramento e punição àqueles que o desmatam, este, por consequência, não cumpre o que diz a própria lei. Logo, ao passo que o desmatamento deste bioma nacional é a regra, a harmonia entre sociedade e natureza será a exceção.
Portanto, percebe-se a necessidade de combater o desaparecimento da mata atlântica. Urge,então, ao primeiro setor, mais especificamente ao Ministério do Meio ambiente, em conjuntura com o INPE (Instituto Brasileiro de Pesquisa Espacial) monitorar e punir responsáveis pelo desmatamento em locais não autorizados, por meio de satélites espaciais e fiscalização in loco, a fim de desestimular futuros danos naturais no bioma. Será, a partir daí, estabelecido o reparo da problemática originada no século XV.