Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 29/08/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a parcela da população tende a não reconhecer os maus-tratos aos animais no Brasil como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: negligência governamental e a naturalização do comportamento.

Em primeiro lugar, é impotante destacar a falha legislativa como promotora do problema. Nesse viés, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de Papel’’, aponta a lesgilação brasileira como ineficaz, visto que apesar de apresentar uma boa teoria não se concretiza na prática. Dessa forma, é notória a falta de políticas públicas eficientes das autoridades governamentais na efetivação de leis contra aos maus- tratos de animais. Sendo assim, os indivíduos que praticam essa conduta não são devidamente responsabilizados, o que contribui para a perpetuação desse ato de violência.

Ademais, é imperativo ressaltar a naturalização do comportamento como potencializadora da problemática. Acerca disso, segundo o filósofo Adolfo Vasquez, a frequência de determinado evento ocasionaria em sua naturalização. Nesse contexto, um fenômeno patológico como a existência de boa parte da população que pratica atos, como espancamentos, envenenamento com bichos de estimação é visto com naturalidade no cotidiano de muitas comunidades, o que dificulta o exercício da denúncia dessa atitude que coloca em risco a integridade física dos animais. Logo, é inadimissível esse cenário perdurar.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estarcda população endureça as leis de violência contra animais. Tal ação deve ser feita através do aumento da pena de reclusão e multas, a fim de garantir a diminuição da impunidade e, consequentemente, a preservação da vida e do bem-estar do animal.