Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 21/09/2025
O filme “Rio” é uma obra necessária que escancara a situação de vulnerabilidade dos animais. No Brasil, não só os selvagens, mas também os domésticos, carecem de proteção para que possam coexistir em harmonia com a sociedade moderna. Nesse contexto, a naturalização cultural da superioridade humana sobre os animais, em consonância com a ineficácia das leis protetivas, revela-se um desafio à superação dos maus-tratos no país.
Nesse sentido, a crença da superioridade humana sobre a natureza é um empecilho para que haja respeito para com todas as espécies. Dito isso, o filósofo Peter Singer critica a ideia de “especismo” ao afirmar que, ao se notar o sofrimento animal, surge a obrigação ética do homem se prover de empatia e se mobilizar para diminuir qualquer dolo existente. Sob esse viés, há a necessidade da superação de hábitos nos quais os maus-tratos contra os animais são naturalizados e, por vezes, encorajados. Como consequência, surgirá uma maior conscientização social em prol do bem-estar das pessoas em contato com outros seres no meio ambiente. Desse modo, a negligência e a crueldade com a fauna serão minimizadas.
Além disso, atos de violência contra animais “de serviço” e “pets” carecem de maior fiscalização no país. Sob essa perspectiva, existe grande dissonância entre a existência de leis e seus cumprimentos no que tange ao assunto. Como exemplo, é possível citar o caso de 2025, em São Paulo, em que um cavalo foi brutalmente mutilado e, apesar da confissão do responsável, ele segue solto e impune pelos seus atos. Tal fato ilustra a necessidade de maior efetivação do código penal para que crimes como esses sejam punidos e desencorajados.
Portanto, o combate aos maus-tratos animais é uma necessidade no Brasil. Pra isso, o Estado, em parceria com as escolas, deve criar campanhas contra a violência animal por meio de palestras e oficinas didáticas. Tal medida tem o propósito de estimular a empatia para com as outras espécies e incentivar o respeito com a natureza, diminuindo, assim, o índice de crimes vinculados ao problema. Dessa forma, o bem-estar animal será assegurado e a sociedade terá um convívio mais harmônico com diferentes espécies.