Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 04/11/2025

De acordo com Jean Sartre, filósofo existencialista, a violência sempre será um motivo de vergonha para uma sociedade civilizada. Seguindo essa perspectiva, é plausível dizer que os maus tratos feitos aos animais na contemporaniedade são, sobretudo, um sinal de derrota social. Esses atos atrozes ocorrem, maiormente, pela visão mercantil da comunidade.

De início, é imprescindível falar sobre o tipo de consumo presente no século XXI que dá ao produto uma capacidade de elevar o ‘‘status’’ social do comprador, tornando, então, o consumo em uma forma elitista de demonstrar poderio. Esse fenômeno socioeconômico, que propulsiona a sociedade mercantil, ocorre em diversos âmbitos da vida moderna, especialmente na compra, e no trato, dos animais de estimação, como o cão e o gato. Infelizmente, tornou-se comum ter esses seres do mesmo jeito que uma mercadoria descartável.

Decerto, que esse olhar objetificado a esses animais modificou radicalmente o cuidado dos seres humanos com essa espécie. Pode-se afirmar que essa mercantilização proporcionou diversos casos de maus tratos aos animais, tal qual a mutilação de cachorros, desnecessariamente, a fim de deixá-los mais aprazíveis esteticamente e garantir um poder maior de diferenciação, de destaque. Segundo o Jornal G1, um dos mais populares no Brasil, cerca de 60% dos bichos domésticos passam por algum procedimento estético modificador, sendo essa prática um dos atos mais vis para as uniões protetoras de animais.

Diante disso, cabe a criação de alternativas com o intuito de findar esse tipo de violência que, nos paradgmas de Sartre, tanto desonra o nosso meio social. Portanto, é de responsabilidade do Poder Público com a ajuda das ONG’s de proteção, a criação de medidas, tal como leis, que impeçam quaisquer atos de maus tratos.