Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 02/11/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauaman, a parcela da população tende a não reconhecer os maus-tratos aos animais como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: negligência governamental e silenciamento.

Em primeiro lugar, é importante destacar a omissão estatal como promotora do problema. Nesse viés, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de papel’’, aponta a lesgilação brasileira como ineficaz, visto que apesar de apresentar uma boa teoria não se concretiza na prática. Dessa forma, é notória a falta de políticas públicas das autoridades governamentais na efetivação de leis de proteção animal. Sendo assim, os indivíduos que praticas condutas violentas, como espancamento e abandono de animais doméstico não são devidamente responsabilizados, o que causa a impunidade e a naturalização desse comportamento.

Ademais, é imperativo ressaltar a exiguidade de debates como potencializadora da problemática. De acordo o filósofo Foucalt, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse contexto, percebe-se que as ideias do pensador são concretizadas, haja vista ínfima quantidade de discussões sobre os maus-tratos de animais, o que evidencia a marginalização do tema pelo tecido civil. Logo, a falta de debate sobre a temática contribui para a perpetuação da violência, que coloca em risco a integridade física e psicológica dos animais.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal,orgão responsável pelo bem da população endureça as leis de proteção animal. Tal ação deve ser feita através do aumento da pena de reclusão e multas , a fim de assegurar a responsabilação dos infratores.