Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 16/08/2026

Manoel de Barros, em sua obra ‘Teologia do Traste’, valoriza aquilo que é negligenciado. De modo semelhante, observa-se que no, Brasil, os animais são vítimas de maus-tratos frequentemente ignorados. Nesse panorma, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: negligência governamental e naturalização do comportamento.

Em primeiro lugar, é importante destacar a omissão governamental como promotora do problema. Nesse viés, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de Papel’’ aponta a legislação brasileira como ineficaz, visto que apesar de apresentar uma boa teoria não se concretiza na prática. Dessa forma, embora existam legislações e políticas públicas voltadas à proteção animal, a ineficiência de fiscalização e a baixa efetividade das ações governamentais favorece a continuidade desse quadro. Sendo assim, os indivíduos que praticam agressões físicas e abandono contra animais não são devidamente responsabilizados, o que fortalece a sensação de impunidade e enfraquece a atuação do poder público diante dessa realidade.

Ademais, é imperativo ressaltar a normalização de praticas violentas como potencializadora da problemática. Diante desse cenário, uma reportagem exibida pelo Jornal ‘‘Fantastico’’ apresentou um caso de dois adolescentes que agrediram um cachorro em via pública, evidenciando que a violência contra animais ainda é reproduzida pelo meio social. Nesse sentido, a recorrência desses episódios contribui para a banalização dessas condutas, fazendo com que a população encare com indiferença e naturalidade. Desse modo, a naturalização da violência dificulta a construção de uma cultura de respeito aos animais.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estar da população endureça as leis de proteção animal e amplie as fiscalizações de casos de agressões. Tal ação deve ser feita através do aumento da pena de reclusão e multas , além de mecanismo que facilite a denúncia,a fim de assegurar a responsabilização dos agressores.