Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 24/09/2026

Manoel de Barros, poeta modernista brasileiro desenvolveu à chamada ‘‘Teologia do Traste, caracterizada pela valorização de elementos frequentementes ignorados pela sociedade. De maneira análoga, observa-se que os maus-tratos de animais confuguram-se uma questão negligenciada, uma vez que essa problemática é pouco reconhecida no contexto nacional. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: negligência governamental e naturalização do comportamento.

Em primeiro lugar, é importante destacar a omissão estatatal como promotora do problema. Acerca disso o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de Papel’’, aponta a legislação brasileira como ineficaz, uma vez que apesar de apresentar uma boa teoria não se concretiza na prática. Dessa forma, embora existam legislações voltadas à proteção animal, a fiscalização insuficiente e a baixa efetividade das ações governamentais favorecem a continuidade desse quadro. Sendo assim, os individuos que praticam condutas, como agressões e abandono dos animais não são devidamente responsabilizados, o que fortalece a sensação de impunidade e enfraquece a atuação do poder público diante dessa realidade.

Ademais, é imperativo ressaltar a normalização de práticas violentas como potencializadora da problemática. Dessa forma, uma reportagem exibida pelo programa ‘‘Fantástico ‘‘apresentou o caso de dois adolescente que agrediram um cachorro em via pública, evidenciando que a violência contra animais ainda é reproduzida no meio social. Diante desse cenário, a recorrência de espisódios semelhantes contribui para a banalização dos maus-tratos , fazendo com que a população encare esse comportamento com naturalidade, o que diminui a percepção de sua gravidade e dificulta a construção de uma cultura de respeito aos animais .

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estra da população fortaleça as leis de proteção animal e a fiscalização.Tal ação deve ser feita por meio do aumento das penalidades aplicadas aos infratores e da ampliação da equipe de fiscalização, a fim de combater a continuidade dos maus-tratos de animais .