Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 27/10/2026
O artigo 32 da Constituição de 1988, prevê que maus-tratos aos animais, silvestres ou domesticados, é crime passível de multa e detenção. Porém, ainda que a prote-ção dos bichos esteja prevista na legislação, é evidente que tal violência persiste no cenário atual. Assim, o problema é constante devido à falta de conscientização da população e à naturalização da violência.
Sob esse viés, é essencial informar o povo para reduzir a crueldade animal. Partin-do dessa lógica, o filme “Rio” retrata a crueldade vivida por aves silvestres captura-das para contrabando. A narrativa acompanha a arara azul Blue, considerada uma das últimas da espécie, que foi raptada ainda filhote e levada para outro continen-te. A partir disso, a película traz ao público o principal prejuízo do tráfico de animais silvestres: a perda da biodiversidade e a extinção das espécies. Consequentemen-te, a falta de conscientização da população torna-a propícia à compra de animais, principalmente aves, selvagens, o que prejudica a fauna brasileira. Portanto, é ne-cessário elucidar os brasileiros sobre os prejuízos que apoiar esse comércio ilegal acarretam no meio ambiente.
Outrossim, a normalização da violência colabora para a insistência do problema. Em 2026, a Agência Nacional de Proteção de Dados restringiu as lives feitas pelo Discord, pois a maioria das transmissões apresentava riscos à integridade física dos usuários e de terceiros. Dentre eles, destacam-se chamadas ao vivo com desafios de torturar e matar gatos e filhotes de outras espécies. Diante disso, a impunidade dos participantes de tais atividades os estimula a continuar com esse crime e a in-fluenciar mais pessoas, principalmente crianças e adolescentes, a compactuar com essa prática. Como consequência, esses grupos criminosos tendem a evoluir com as infrações ao nível de colocar a vida de outro cidadão em risco.
Em suma, é necessário combater os maus-tratos aos animais. Então, o Ministério do Meio Ambiente, responsável pela fiscalização da fauna e flora brasileira, deve di-vulgar os prejuízos do tráfico ilegal de bichos, por meio das redes sociais, para que a população consiga denunciar tal crime. Ademais, é papel das famílias fiscalizar o comportamento online dos filhos, a fim de evitar que eles participem de grupos que incentivam a violência contra animais.