Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 18/09/2019

O livro “Charlotte’s Web” conta a história de Wilbur, um porquinho que, por ser muito pequeno e frágil, é reservado para o abate. Porém, após a interferência de Fern, Wilbur ganha uma nova chance de viver, sendo amado e cuidado pela garota. Fora da ficção, o combate aos maus tratos dos animais, como o abandono e agressões físicas, ainda é um desafio, devido a ignorância com que são tratados pelo homem por, normalmente, serem vistos como seres inferiores e isentos de qualquer sentimento.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, como evidenciou o filósofo Jeremy Bertham, apesar das inúmeras diferenças entre humanos e animais, há uma semelhança: ambos são capazes de sofrer. Dessa forma, é possível concluir que os animais possuem sentimentos e, como o homem, sofrem quando são violentados ou abandonados.

Contudo, a maior parte da população ainda pensa como o filósofo do século XVII, René Descartes, que enxergava os animais como máquinas criadas para servir ao homem, não possuindo alma nem mente. Desse modo, ainda é normal e, em muitos casos, um ato de dignidade ferir os animais ou usá-los apenas para benefícios próprios, sem qualquer gesto de amor e cuidado para com eles, como aconteceu com Wilbur em “Charlotte’s Web”, que foi salvo da morte pela jovem Fern. Nesse sentido, prevalece a ideia de Sócrates de que a ignorância é o único mal.

Portanto, faz-se necessárias medidas para resolver o impasse. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deverá criar campanhas publicitárias, por meio de verbas governamentais, afim de conscientizar a população acerca dos maus tratos sofridos pelos animais, encorajando as pessoas a denunciar qualquer sinal de violência, visando a diminuição da mesma na sociedade brasileira. Assim, além de tornar destinos como os de Wilbur possíveis, a premissa de Helen Keller: “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”