Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 27/09/2019

O filósofo Voltaire, na obra “Pensamentos vegetarianos”, já preconizava que os animais eram providos de sentimentos e memórias, tais como os seres humanos, e que deveriam ter suas vidas respeitados e preservadas. No entanto, na atualidade brasileira, os constantes casos de violência contra esses seres não têm contribuído para o ideal promovido. Nesse ínterim, apesar de ter sido criado a lei Nº 9.605 que visa proteger suas vidas, a ausência de fiscalização e a intolerância dos indivíduos tem intensificado tal problemática.

Em primeiro lugar, é evidente que a exploração de animais, que data desde a criação dos circos, afastou as espécies de seus ambientes naturais para serem dispostas como objetos encargo do homem, detém causas na negligência de fiscalização. À vista disso, o filósofo Foucault, nos seus estudos sobre autodisciplina, demonstra que a presença dos meios de inspeção contribui para regular o comportamento do indivíduo de acordo com as normais impostas pela sociedade, a exemplo das câmeras. Desse modo, a fiscalização possui grande importância para o controle da violência contra animais na contemporaneidade brasileira.

Nessas circunstâncias, com o desdobramento do preconceito contra animais, idealiza-se a perpetuação de situações de violência que prejudicam a sobrevivência mundial. Em face disso, o filósofo Schopenhauer, na sua obra “Sobre o sofrimento do mundo”, constata que essa intolerância do homem com os seres promove a devastação da humanidade na medida em que todos existem ao custo do outro, visto que o pensador Voltaire também condenava o pensamento opressor dos humanos em relação as demais espécies. Dessa forma, esses fatos permitem perceber que, infelizmente, o preconceito contra animais afeta diretamente o desenvolvimento da humanidade.

Destarte, é impostergável medidas para ampliar a fiscalização e responsabilizar os intolerantes de animais. Primeiramente, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve criar um aplicativo de denúncia à sociedade, de modo que o denunciante possa encaminhar fotografias dos ferimentos do animal diretamente à delegacia mais próxima, a fim de tornar a vigilância dos policiais mais vertiginosa no combate aos agressores. Ademais, o Ministério da Justiça precisa complementar as leis de proteção animal, de maneira a condenar o preconceito contra estes um crime inafiançável, com objetivo de aumentar a punição dos intolerantes. Somente assim, construir-se-á um país que assevere a estabilidade física e emocional dos animais, conforme sustentado pelo filósofo Voltaire.