Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 07/10/2019
Boa parte dos registros históricos antigos junto com a maioria das religiões demonstram que o ser humano se vê como especial e diferente dos outros seres vivos. Isso acabou criando, posteriormente, um antropocentrismo extremo. Assim predomina-se a banalização e a prática de maus-tratos aos animais. Dessa forma, sem uma política de humanização destes, continuaremos tratando-os da mesma maneira.
Nos vemos como seres especiais pois somos a única espécie não extinta da família homo. Por consequência admitimos ser peculiares e superiores a outros animais. Tal egocêntrismo foi fortalecido no Renascimento, estimando como bem maior a racionalidade. Apesar de bom e benéfico em certo ponto, o antropocentrismo, quando exacerbado, é algo inaceitável visto que, ao que indica a biologia, todos os seres vivos vieram de um único organismo.
Além disso, o distanciamento de natureza entre o opressor e o oprimido facilita a opressão. Grande parte dos discursos de legitimação de opressão, como fez o nazismo e o darwinismo social, vieram desse jeito, comparando minorias a animais ou a seres de intelecto menor. O antropocentrismo exacerbado pode nos levar ao mesmo argumento que, por sua vez, será utilizado por aqueles que maltratam os animais como meio de justificativa de seus atos.
Portanto, conclui-se que deve-se criar uma política de humanização dos animais. As escolas podem, por meio de aulas específicas, mostrar o nosso grau de parentesco com tais seres vivos. Apesar disso, o apoio do núcleo familiar e das ONGs é essencial pois reforça aquilo aprendido pelas crianças. Dessa forma, espera-se um menor caso de maus-tratos aos bichos ao longo das gerações.