Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 10/10/2019

Na obra ‘‘Banalidade do Mal’’, da escritora e filósofa Hannah Arendt, é retratado  um conceito, o qual afirma que quando uma ação (mesmo sendo cruel) ocorre repetidas vezes, sem que haja mais qualquer comoção ou surpresa, o mal torna-se algo normal, como se fizesse parte da sociedade. De forma análoga, pode-se citar os maus tratos aos animais, que muitas vezes é visto de forma banal e outras vezes nem é conhecido por parte da população. A prova disso são os terríveis testes ainda feitos por inúmeras empresas em animais e o modo como esses seres são vistos: como se fossem inferiores.

Em primeiro plano, é preponderante discutir os testes feitos em animais. Diversas empresas, movidas pela facilidade de testar seus produtos nesses seres, cometem crueldades variadas. Os testes feitos são diferentes entre si, podendo causar desde perfurações na pele, sob nenhuma anestesia, até a morte. De acordo com o PEA (Projeto Esperança Animal), já há métodos eficientes desenvolvidos, como a utilização de sistemas biológicos in vitro, que possibilitariam a abolição do uso dos animais nesses testes. No entanto, a indústria, em sua maioria, insiste em cometer tais maus tratos.

Em segundo plano, é importante salientar que os animais ainda são inferiorizados e vistos como objeto pela sociedade. Isso se chama especismo: o ponto de vista de que uma espécie, no caso a humana, tem todo o direito de explorar, escravizar e matar as demais espécies por considerá-las inferiores. Dessa forma, infere-se que o especismo é também um tipo de violência, assim como o machismo, por exemplo, a crença de que as mulheres são insignificantes perante os homens.

Portanto, medidas  urgentes são necessárias para transformar o atual cenário problemático. Assim, o Poder Legislativo deve criar leis rígidas que não tangenciem o problema apresentado, por meio de impostos mais altos cobrados de empresas que pratiquem o teste em animais, além da punição de prisão, sem direito à fiança, uma vez que o especismo fere os direitos de determinada espécie, a fim de não permitir que os animais permaneçam sendo maltratados. Ademais, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), juntamente com as mídias deve promover campanhas publicitárias que propiciem à população entender como os animais são seres sencientes, os quais também sentem dor e sofrem. Dessa maneira, o mal não será banalizado e a sociedade reconhecerá a igualdade de direitos frente a esses seres vivos.