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Enviada em 07/11/2019
Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil.
A chegada do homem à Lua em plena Guerra Fria, pela primeira vez na história, foi um marco televisionado pelos Estados Unidos, consolidando, assim, a sua imagem de potência hegemônica que permeia até os dias atuais. Esse episódio evidência o poder das telas, as quais evoluíram e originaram o cinema, cuja democratização é essencial para assegurar o bem-estar comum no Brasil. Contudo, a ocupação coletiva desses espaços encontra dois principais empecilhos: a desigualdade social e a inoperância estatal.
Convém ressaltar, a princípio, que a desigualdade social desencadeia os entraves relativos à democratização do acesso ao cinema no Brasil. Consoante o sociólogo Pierre Bourdieu, a disparidade tem como alicerce a diferença de poderes dos indivíduos, o que acaba excluindo as pessoas com menos prestígio e em situação de vulnerabilidade econômica. Nesse ínterim, os espaços que fornecem filmes inéditos são ambientes favoráveis à instalação do que Bourdieu chama de “violência simbólica”, pois são localizados em centros urbanos pouco acessíveis à população periférica, violentando-a na medida que a marginaliza. Logo, a condição desprivilegiada dos mais desamparados desafia a universalização desse tipo de atração.
Além disso, a inoperância estatal também subsidia o panorama. Para o sociólogo Émile Durkheim, as instituições devem operar de modo interdependente,como um organismo vivo, e a passividade de uma ocasiona o desequilíbrio da sociedade na qual estão imersas. Dessa forma, a falta de empenho por parte de diretrizes públicas no que tange o provimento de programas que incluem os estudantes desde cedo, como passeios que promovam o contato com a indústria cinematográfica, corrobora com a acessibilidade desigual. Assim, a conjuntura tende a ser cada vez mais desarmônica, pois, como pontuou Durkheim, os órgãos não trabalham em conjunto para concretizar o bem-estar comum.
Impende, portanto, que o legado da Guerra Fria seja democratizado. É mister que o Ministério da Economia estude e aplique formas de direcionar recursos para a otimização e ampliação da rede de transporte de massas, como o trem, penetrando nas áreas menos urbanizadas, com o fito de diminuir a distância da periferia ao cinema. Ademais, cabe ao Ministério da Educação inserir programas de passeios anuais em escolas públicas, cujos professores devem indicar filmes que favoreçam o roteiro escolar e a agregação de valores civis nos alunos, a fim de aproximá-los da indústria cinematográfica. Somente assim a “violência simbólica” será coibida, a teoria organicista de Émile aplicada e o Brasil, mais inclusivo.