Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 26/10/2019

Segundo o filósofo Émile Durkheim uma sociedade orgânica é aquela a qual as partes devem interagir para garantir coesão e harmonia. Entretanto, é indubitável que essa tese não está sendo cumprida, haja vista que o abandono e os maus tratos de animais persistem na sociedade contemporânea, causando uma anomalia social, reflexo da impunibilidade e da falta de consciência humanista por parte da população.

Em primeiro lugar, é importante destacar que segundo a filósofa Hannah Arendt, o conceito de banalidade do mal corresponde ao vazio de pensamento, em que a trivialização da violência se instala e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso. Sob essa perspectiva, é inegável que a ausência de punibilidade e leis efetivas para pessoas que maltratam ou abandonam animais, corrobora para um cenário brasileiro onde há mais de 30 milhões de animais em condições de rua.

Outrossim, vale ressaltar que de acordo com uma reportagem realizada pelo jornal Oglobo, o número de denúncias de maus tratos de animais em 2019 sofreu um acréscimo de 20% em relação ao ano anterior. Uma postura minimamente humanista não permite com que seja tolerado práticas de violência em seres vivos, todavia de acordo com os dados, fica evidente que o cidadão brasileiro ainda precisa tornar-se consciente sobre seus atos para que se tenha uma responsabilidade coletiva para com os animas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a problemática. Para que os cidadãos tenham atitudes mais humanas com os animais, urge que o Congresso em parceria com o Ministério da Educação e Cultura crie leis mais punitivas para quem abandona animais domésticos, além de promover campanhas publicitárias, por meio das mídias, que visem a conscientização da população sobre tais normas e que disseminem a prática do cuidado com os animais. Somente assim será possível mitigar a banalização da violência contra os animais.