Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 24/01/2020
Educação social do país para com a fauna ambiental
Desde o primórdio da humanidade o homem possui vínculo com os animais, sendo este, restrito à caça e necessidade nutritiva da carne. Posteriormente, com o avanço econômico, desenvolvimento de fazendas e instituições de entretenimento, os animais passaram a estar mais próximos dos humanos, bem como, fazendo-se presente na produção alimentícia, atuação em espetáculos ou mesmo como companhia. Contudo, tal aproximação é também responsável por casos de violência animal, em diferentes situações, tais como maus-tratos, agressão ou até mesmo casos de abandono.
Tem-se visto com maior frequência denúncias de ocorrências de maus-tratos, explanando eventos como rinhas de galos, situação na qual, galos são dispostos a enfrentarem-se fisicamente, enquanto homens usufruem da situação para fazer apostas financeiras e divertirem-se assistindo o combate, na maioria das vezes, tal enfrentamento só acaba com a morte do animal perdedor. Ademais, casos de maus-tratos são notificados em aves, as quais tem suas penas arrancadas, sem nenhum tipo de analgésico, para fabricação de utensílios para luxuria humana, destacando-se peças carnavalescas. Não apenas, registra-se muitos casos, relatados principalmente por vizinhos, de animais domésticos que vivem em péssimas condições, presos em coleiras, sem comida e água.
Á vista disso, foi aprovada em 12 de fevereiro de 1998 a Lei Federal número 9.605/98, que legitima como crime qualquer tipo de maus-tratos executado em vítimas animais, a fim de reduzir tais ocorrências apresentadas. Segundo dados da Polícia Civil, no primeiro semestre de 2017 houveram cerca de 4.4 mil boletins de ocorrência registrados apontando algum tipo de maus-tratos animal. Em contrapartida, nota-se o aumento de clínicas e abrigos no país, aderindo como exemplo a artista brasileira Luisa Mell, presidente do “Instituto Luisa Mell, o qual já resgatou centenas de animais que sofriam maus-tratos.
Assim sendo, torna-se evidente a necessidade de atenção ao assunto, incentivando a realização de denúncias, sobretudo por meio do auxílio governamental na fiscalização da execução da lei que proíbe maus-tratos e correto cumprimento da pena aplicada, assim como, na criação de institutos que abriguem animais abandonados, violentados e em recuperação. Bem como, o apoio da mídia na adesão de campanhas a fim de diminuir os índices de maus-tratos animal do país. Acima de tudo, investindo na constituição da educação social do país para com a fauna ambiental.