Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/04/2020

Na animação “Rio”, de 2011, é retratado o tráfico de animais silvestres no Rio de Janeiro de uma maneira mais leve, para compreensão humorística de um público infantil. Blu é uma arara azul que ao nascer foi capturado nas florestas do Rio e levada para Minnesota, nos Estados Unidos. A história segue após um ornitólogo brasileiro afirmar para a dona de Blu que ele era o último macho de sua espécie, e a última fêmea estava sob sua tutela, mas quando chegam ao Rio, as aves são capturadas por uma quadrilha que vendia espécies raras. Essa história pode condizer com situações presentes no país, já que o tráfico de animais é a terceira atividade ilícita que mais gera lucro. Desde 1998 há a lei que restringe a caça, apanhamento ou aniquilação, sem uma devida licença. Diante deste cenário, não restam dúvidas de que os maus-tratos aos animais são um desafio presente no Brasil, que ocorre devido não só pela prática de tráfico, mas também ao abandono dos animais.

Conforme a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil anualmente cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais, sendo aproximadamente 12 milhões de espécimes diferentes, os colecionadores encomendam animais que são capturados e vendidos. Os preços dependem da quantidade de exemplares da espécie, contudo, quanto mais raro for o animal, maior é o seu valor no mercado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a existência de mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, entre cães e gatos. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), a população de animais no Brasil é de cerca de 140 milhões, entre esses: cães, gatos, e outros. A maioria é feita por cachorros (54,2 milhões) e felinos (23,9 milhões).

De acordo com a lei 9605, decretada em fevereiro de 1998, a pena para o sujeito que vir a cometer este crime é de três meses a um ano, e multa. São números relativamente baixos, tendo em vista que quando o condenado sair da prisão, há chances de voltar a cometer o crime, pois sabe que o tempo que vai permanecer atrás das celas varia entre esses números. Se o governo aumentasse esta pena, talvez o condenado se conscientizaria do que está cometendo e o tempo que perde após cometer o crime, assim, pode vir a sustar deste meio ilícito de lucro.

A maioria dos animais abandonados estão sob tutela de ONGs, que seriam os protetores que assumem a responsabilidade de manter os animais e promover adoção voluntária. Se propusermos ao governo, a atenção extra para este caso, e assim, enaltecendo a ideia de criar várias campanhas de adoção em locais públicos, chamando atenção da população e assim, podemos ter uma baixa nos números de abandono aos animais.