Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/04/2020

Na Antiguidade, em Roma, por volta do século IV a.C, estavam sendo construídas muitas inovações, e dentre elas estava o circo. Um dos maiores e mais famosos era chamado de “Circus Maximus”, contendo atrações como: corridas de carruagens, lutas de gladiadores e exibições envolvendo animais ferozes. Nesse sentido, percebe-se que a prática de maus-tratos aos animais não é algo contemporâneo e não somente presente no Brasil, visto que abusos já aconteciam desde o inicio da civilização do mundo. Tal fato ocorre, por conseguinte da cultura de ensinamentos equivocados, onde o despreparo e a crueldade das pessoas em relação aos animais são tratados com normalidade.

Diante desse cenário, dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que na sociedade brasileira 44% dos domicílios das áreas urbanas possuem pelo menos um cão. Diante disso, é possível observar que há um grande número de cães de estimação nos lares brasileiros. Contudo, infelizmente o número de posse irresponsável também é relevante, demonstrando que há despreparo e despreocupação por parte das pessoas em relação às punições que existem, na qual animais são expostos à violência e ao abandono diariamente. Consequentemente, essas ações irresponsáveis levam as cidades a terem um número exacerbado de animais nas ruas, provocando um grande problema público.

Embora, apesar de em 1978, na Bélgica, ter sido realizada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, no qual o principal objetivo é garantir a defesa dos bichos, observam-se vários casos que antagonizam esses direitos. Por exemplo, em 2018, um cão foi morto por um segurança terceirizado de uma unidade do supermercado Carrefour em Osasco. O caso teve proporções enormes e multas consideráveis, revelando as atitudes errôneas tanto do supermercado quanto do funcionário. Além disso, existem muitas ocorrências como essa sendo expostas a cada dia, tendo uns dos principais agentes as pessoas que se consideram superiores aos animais e praticam atos de crueldade.

Portanto, é dever do Estado garantir que as leis provenientes da defesa dos animais estejam sendo realizadas de forma correta e com devida atenção. Assegurar que os animais estão sendo tratados de forma digna e respeitosa, por meio de fiscalizações nas residências que devem ser financiados pelo poder público. As fiscalizações devem ser realizadas presencialmente, na qual os órgãos do governo as realizem, para assim ter um controle mais amplo da situação. Logo, será possível a garantia dos direitos dos animais.