Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/04/2020

Desde o período colonial, a apropriação e maus-tratos à animais faz-se presente no Brasil. Nesse tempos, é possível afirmar que a falta de compaixão e crueldade com os animais, é algo histórico e cultural brasileiro, agravando-se ainda mais quando trata-se de animais de rua, expostos a todos os tipos de pessoas e situações.

O capitalismo que vem ocorrendo e toda sua forma de imposição, onde dita o que um indivíduo irá comer, independente animal que ele irá adotar, é hoje, um dos principais motivos de abandono de animais, consequentemente resultando em seus maus-tratos. Ademais, músicas infantis como “Atirei o pau no gato”, tornam-se também grandes meios de incentivo a violência à animais, normalizando desde a infância esse tipo de prática.

Entretanto, atitudes como essa, fere a Constituição Federal, onde proíbe em seu artigo 32, toda e qualquer prática de violência animal, seja qual for sua espécie ou habitat. Contudo, mesmo com todas as leis presentes, ainda há de forma demasiada, práticas criminosas, como o caso do Manchinha, um cachorro de rua executado cruelmente dentro de uma rede de supermercados que ganhou visibilidade em todo o cenário nacional.

Portanto, é possível concluir que medidas devem ser tomadas. É dever do Estado, sendo ele o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), a responsabilidade de fiscalizar e aplicar as leis de proteção necessárias, bem como proporcionar por meio de verbas federais, palestras com temáticas como “violência animal e prevenção”, onde exponha a problemática e as maneiras de solucioná-la. Dessa forma, será possível uma maior participação e contribuição popular, reduzindo assim, gradativamente os índices de violência e abandono de seres, totalmente dependentes da raça humana.