Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/04/2020

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer, afirmava que: “A compaixão pelos animais está ligada a bondade de caráter, e, quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem”. Na contemporaneidade brasileira, infelizmente, a violência contra animais ainda persiste, sendo um grande impasse no país. Dito isso, percebe-se que a falta de sensibilidade do homem, acompanhada da despreocupação por parte de muitos em relação as punições contra esses crimes, acabam intensificando a problemática.

A priori, nota-se que as ações do ser humano em relação ao mundo, comprovam a ideia defendida pelo filosofo Thomas Hobbes, que acreditava que o homem, na sua essência, é mau. Esse sentimento de maldade e superioridade presentes nos indivíduos, os tornam violentos, de certo modo, levando-os a descontar essa angústia nos mais indefesos: os animais. Desafortunadamente, muitos desses “bichinhos” acabam presos em cativeiro, comercializados, abandonados e muitas vezes mortos. Essas crueldades, no entanto, acabam por passar despercebidas numa sociedade marcada pelo individualismo.

Em segundo plano, tem-se a ineficiência da lei n° 9605, que criminaliza aquele que praticar qualquer tipo de violência contra animais domesticados, e é acompanhada de uma pena de três a doze meses de detenção. A situação do pais frente a problemática, revela a despreocupação da população em relação a norma estabelecida. Torna-se claro, portanto, que a punição determinada não é suficiente para recear os torturadores.

Dado o exposto, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas. O Poder Judiciário deve estabelecer uma penalidade mais severa para esse tipo de atrocidade, aumentando a sentença previamente estipulada, para que assim, o culpado pague por seus atos. Outrossim, é necessário que a mídia faça proveito de sua influência, e ressalte a importância de denunciar esses crimes, alertando, assim, a população.