Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 22/04/2020

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, crucificava os maus tratos aos animais. Para o filósofo a compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter. Nesse contexto, destaca-se a importância desses animais, que há mais de 500.000 anos estão ao nosso lado. No entanto, ainda são muito comuns os relatos de maus tratos aos animais no Brasil. Isso se deve a carência nacional na assistência veterinária gratuita e ao desconhecimento sobre as leis de proteção aos animais por parte da população.

De início, tem-se o entendimento de que a Declaração Universal dos Direitos dos animais assegura a todos os animais o recebimento de tratamentos dignos. Porém o desconhecimento da população de que os animais também tem direitos legais leva-os a abusar dos “pobres” animais de várias maneiras, como agredindo-os. De acordo com a DEPA, Delegacia Eletrônica de Proteção ao Animal, foram registradas 8.162 denúncias de maus-tratos apenas no estado de São Paulo no ano de 2018. Fica claro então que a partir do momento em que a população tiver conhecimento dessas leis, e essas mesmas começarem a ser aplicadas com mais vigor, esses números diminuirão.

Outro fator que contribui para o elevado número de animais abandonados em nosso país é a carência nacional de assistência veterinária gratuita. Isso contribui para a procriação e consequentemente a multiplicação na população de animais abandonados. No Brasil passa dos 30 milhões o número de animais de rua, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, o que contribui também para a proliferação de doenças e pragas.

Portanto, fica evidente que é extremamente necessária a colaboração tanto do governo, criando clínicas veterinárias para o atendimento e recolhimento desses animais de rua, da população, respeitando os animais e a lei, e dos órgãos de segurança, aplicando com mais severidade as leis que defendem os animais.