Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 23/04/2020

Na obra “Revolução dos Bichos”, do escrito inglês George Orwell, é retratada uma fazenda na qual os animais, cansados de serem explorados, revoltam-se contra os humanos. Fora do âmbito da ficção, os maus-tratos direcionados aos animais fazem parte de uma realidade alarmante na sociedade brasileira. Nesse sentido, torna-se essencial o auxílio do Governo em ações para coibir a propagação dessa problemática.

Em primeira análise, é fulcral pontual que, apesar da violência contra animais ser crime, ela ainda é uma prática recorrente no Brasil. De acordo com o Ministério Público, isso ocorre porque, por ser considerado uma infração menos grave, as penas são leves e, na maioria dos casos, o culpado sai impune. Consequentemente, muitos animais são espancados e mortos todos os dias. Desse modo, faz-se mister a reformulação das punições de tais atos.

Ademais, é imperativo ressaltar a exploração em laboratórios e em atividades de entretenimento como promotora do problema. Apesar de ser permitido por lei, o uso da fauna nesses ambientes é marcado por torturas e condições insalubres, nas quais a maior parte morre ou atinge a loucura. Isso comprova a afirmação do filósofo Schopenhauer de que o homem faz da Terra um inferno para os animais, uma vez que muitos deles vivem a vida toda em situações de extrema crueldade.

Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Portanto, urge que o Governo Federal, por intermédio do Poder Legislativo e Judiciário, desenvolva uma visão mais rígida em relação aos crimes de maus-tratos aos animais, por meio da elevação das penas e da criação de novas leis sobre o uso da fauna em circos e laboratórios, com o intuito de mitigar tais crimes na sociedade. Isto posto, atenuar-se-á, a médio e longo prazo, a prática de maus-tratos em animais e a Terra não se tornará um inferno para eles, como afirmava Schopenhauer.