Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 07/05/2020

A animação americana “The Bitter Bond”, mostra a vida de um leão que é criado em cativeiro, com a finalidade de ser comercializado. Analogamente, a questão dos maus-tratos contra os animais, de fato, merece uma maior discussão, visto que, tal narrativa também é encontrada na realidade brasileira, pois, muitos animais sofrem maus-ratos e, também, são usados - através da exploração - como forma de se obter lucro.                                                                                                                                                         Em uma primeira análise, é válido salientar que os direitos e a proteção dos animais são garantidos por lei. Contudo, grande parte dos donos não obedecem tal regra, pois, na maioria das vezes, os animais que são colocados em ambientes privativos, podem não se adequar e, por conseguinte, sofrem maus-tratos com punições que afetam à saúde - como o uso de barras de ferro para adestração - e, também, ficam sem alimentação. Dados publicados pelo G1, mostraram que em 2019, foram registrados por mês, na maioria dos estados brasileiros, 25 casos de maus-tratos contra os animais.            Ademais, é importante destacar que há muitos anos, os animais - principalmente os silvestres - são usados como forma de se obter lucro. Em alguns circos, os animais são treinados com o intuito de se apresentarem para o público mas, diferentemente do show sincronizado e atraente apresentado pelos animais, o que acontece “por trás dos palcos” é totalmente o contrário, no treinamento dos shows são usados chicotes e máquinas de choque, com a finalidade de se garantir uma boa apresentação para o público. Dados publicados pela Sociedade Amiga dos Animais (SOAMA), mostraram que, nos circos, os animais são treinados durante 300 dias por ano apenas para se apresentarem.                                             Infere-se, portanto, que assegurar os direitos direcionados aos animais é um grande desafio no Brasil. Sendo assim, é necessária uma ação entre o Ministério do Meio Ambiente - setor responsável pelo cuidado dos animais - e o Estado, que punam, com multas e até mesmo com a prisão, quem maltratar os animais. Aliado a isso, é necessário que o Estado e as mídias - setor responsável pela comunicação em masa - alerte a população, por meio da criação de campanhas - na internet e na televisão - a importância de não frequentar circos que usam animais para o entretenimento. Espera-se, com tais atitudes, que os maus-tratos aos animais seja combatido.