Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 08/05/2020

Em “101 Dálmatas”, é retratada a vida Pongo, Perdita e seus 101 filhotes que são capturados por Cruella, a vilã que pretende utilizar as pelagens dos cães para fabricar roupas de luxo. Embora seja ficcional, a obra apresenta uma realidade frequente e desafiadora no contexto brasileiro: a exploração de animais. Nesse contexto, seja pela criação de animais para o consumo humano, seja pela violência e abandono, os maus-tratos animais representa grande dificuldade e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Primordialmente, deve-se destacar que o homem não tem o direito de exterminar ou explorar animais de forma alguma. Entretanto, esse fato se distância da realidade uma vez que, animais tanto domésticos quanto selvagens são criados para o consumo e benefício humano, um exemplo disso é a pecuária, em que de acordo com o IBGE, o Brasil mata em média um boi por segundo, quantidade absurda que tem como consequência o descarte de carne que não é consumida, gerando desperdício e assim, a morte desnecessária de muito gado. Diante disso, é inaceitável a exploração indevida exploração de animais para o benefício humano.

Ademais, deve-se ressaltar o abandono e a violência de animais como somatório dessa conjuntura, posto que muitos bichos são vítimas de violência humana e abandono. De acordo com Immanuel Kant “podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais”, essa afirmação faz-se refletir sobre diversas notícias divulgadas diariamente sobre agressões contra animais e, em casos mais extremos, a morte dos mesmos. Outrossim há donos que os abandonam como se não fossem nada, deixam-nos para passar fome, sede e medo nas ruas, resultando muitas vezes em suas mortes por não saber sobreviverem sozinhos. Desse modo, verifica-se o impacto inconcebível dos maus-tratos, urgindo intervenções para reverter essa conjuntura.

Por tanto, a fim de minimizar e aos poucos deixar inexistente a exploração de bichos, o Judiciário, por meio de parcerias com o IBAMA, considerando uma lei já existente e criminalizante da mesma, deve ser mais rigoroso e frequente ao fiscalizar e aplica-la também a diversos casos que são divulgados na rede, punindo assim a maioria dos casos vistos. Além disso, ONG’s que defendem os direitos dos animais, podem participar ativamente com campanhas, auxiliando na procura de novos lares aos encontrados na rua. Dessarte, por meio de fiscalização, evitar-se-à casos semelhantes ao dos 101 filhotes de Dálmata, garantindo os direitos dos bichos. Só assim conseguiremos evitar a exploração de animais.