Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 11/05/2020

A professora Ana L. Galone, em 2019, publicou um livro a respeito do abandono de cães. Trata-se de um conto narrado pelos próprios bichos, porém, baseado em histórias reais vividas por cada um. Posto isso, bem como Ana, muitas pessoas têm buscado alternativas para combater os maus-tratos aos animais. Entretanto, as agressões são cometidas todos os dias, e aumentam, mesmo com a existência da lei que apresenta pena de prisão e multa para tais feitos. Assim, o indivíduo agressor parece ignorar o fato de que os animais são seres que sentem dor, alegria, e têm grande sensibilidade no relacionamento com o homem.

Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que o número de abusos aos bichos é crescente. Segundo o jornal Estadão, a média de agressões, em cinco anos, aumentou em 280 casos por mês, ou seja, 3.360 casos a mais por ano. Assim sendo, tais dados revelam que, mesmo com a Lei de Crimes Ambientais, que criminaliza os maus-tratos aos bichos, os indivíduos continuam cometendo essa absurdez. Com isso, é possível constatar algumas razões das quais derivam a problemática, como a descrença na norma, ou a visão deturpada da realidade, que impede a compreensão da gravidade do crime em questão.

Por conseguinte, o indivíduo é capaz de ignorar a complexidade do bicho, violando seus direitos. De acordo com Francisco E. Bernal, professor de medicina veterinária, o animal tem memória, sentimento e percepção de dor, com a aptidão de desenvolver problemas psicológicos e comportamentais, derivados de maus-tratos, abusos e afins. Posto isso, nota-se que, cientificamente, existem comprovações da sensibilidade dos animais. Entretanto, muitos leigos, dentro dos 76% de brasileiros que têm algum pet - segundo o jornal Acidade On -, são conscientes disso, por experiência pessoal.

Destarte, para combater os maus-tratos aos animais de modo eficaz, o conselho de medicina veterinária, em parceria com os psicólogos, devem desenvolver um projeto que vise a propor a propagação de informações comprovadas por pesquisas, porém, em linguagem acessível, abordando também os danos que o tratamento incorreto causam aos bichos. Isso deve ser feitos pelos profissionais capacitados de ambas as áreas, por meio da divulgação virtual e de encontros a cada 4 meses, para tratar do assunto em cada cidade. Desse modo, a quantidade de agressões diminuirá até seu fim, com a devida conscientização e treinamento da sociedade, progredindo na qualidade de vida dos bichos.