Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 20/07/2020

Segundo filósofo francês Voltaire, os animais não são seres totalmente irracionais, pois eles são dotados de sentimentos e aflições. Entretanto, ao se analisar o cenário brasileiro, percebe-se que os bichos não estão sendo tratados como seres com sentimentos. visto que, cresce no país os maus tratos contra eles. Tal fato é gerado não só pela ineficiência do poder público para fiscalizar e punir infrações contra a vida desses indefesos, mas também pela falta de sensibilidade da população.

Antes de tudo, é importante ressaltar que já há, no Brasil, legislação que trata dos direitos do animais, como a Declaração Universal dos Direitos do Animais, criada em 1978 pela UNESCO e subscrita pelo país, e a lei de crimes ambientais, de 1998. No entanto, pela falta de fiscalização efetiva nas ruas por parte do governo, tais leis são desrespeitadas diariamente, contribuindo para que atos de crueldade contra animais se banalizem no contexto nacional. Esse problema é comprovado pelos dados divulgados, em 2018, pelo jornal G1, o qual mostrava aumento de 87% nos casos de maus tratos no Distrito Federal.

Outrossim, a falta de sensibilidade para com os bichos é outro agravante. Dado que, segundo pesquisa realizada, em 2019, pelo IBOPE, 97% dos entrevistados já presenciaram atos de crueldade contra animais, porém, somente 17% desse grupo denunciaram tais crimes, o que evidencia a apatia da população com as negligencias sofridas pelos bichos. Essas informações se comprovam, ainda mais, pela normalização, por parte da sociedade, das “brigas de galo e canário, por exemplo, e, por isso, são imprescindíveis ações para combater essa apatia.

Diante do exposto, o Governo Federal deve agir para permitir o bem estar dos animais. Para tal, deve intensificar as fiscalizações de rua, contratando mais agentes, por exemplo, com o fito de coibir maus tratos e dar agilidade aos processos judiciais para punir infratores da legislação ambiental. Além de criar campanhas de conscientização, nas mídias digitais, abordando os direitos desse grupo, para assim tornar a sociedade mais justa e humana.