Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 23/07/2020
Na obra literária de George Orwell, “A revolução dos bichos”, os animais conseguiram a libertação das mãos humanas, liderados pelos seus mais sábios, os porcos, criaram o conceito do “Animalismo”, sustentado pelo dístico: “quatro patas bom, duas patas ruim”, principiou-se a revolução. Em outras palavras, é evidente que se racionais como são na obra, os animais estariam em busca de liberdade das mãos do homem, uma vez que é nítido os maus-tratos e abusos que sofrem em consequência da impunibilidade estatal e da insensibilidade humana. Dessarte, medidas são necessárias para reverter esse panorama.
Nesse sentido, é fundamental compreender como o Estado, responsável pela punição e fiscalização, contribui para a consolidação da problemática abordada. De acordo com Hannah Arendt, em sua obra — literária, “Um relato sobre a banalidade do mal” —, a violência é comum pois é política, regida pelas diretrizes estatais, só há penalização, portanto, na conjuntura das leis governamentais. Diante do exposto, é evidente que o homem intencionado a usufruir de animais, a exemplo, espécies exóticas, apresenta atitudes irresponsáveis que deveriam ser ilegais e severamente punidas. Uma prova disso são os circos que utilizam animais em suas apresentações, para domesticá-los, abusam de artefatos hostis constantemente. Logo, vê-se a necessidade da intervenção estatal.
Outro importante aspecto a ser considerado é que o homem dominou não somente outras espécies, como a própria, a exemplo da escravatura, meramente em prol de interesses inerentes, — esses que são inúmeros —, um exemplo de arrogância e egoísmo. Uma prova disso é a ciência, todas as inovações, sobretudo as de elevados riscos, são testadas por qualquer outra espécie, menos a humana. Outra prova disso está nas terapias e tratamentos realizados com animais, só foram domesticados para resolver o problema humano da solidão, pois se não o faz, mais passível à síndromes e transtornos será. Comprova-se isso com a visão sociológica de Durkheim, em sua obra — literária, “O suicídio” —, é classificado como egoísta o suicídio que o indivíduo não se sente inserido na sociedade. Sendo assim, é relevante dizer que a espécie humana tem a obrigação de zelar pelas espécies por si domesticadas.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos maus-tratos aos animais é imprescindível para a construção de uma sociedade mais empática. Nessa lógica, é imperativo que o Estado simplifique as leis e classifique como crime hediondo, a fim de que a coerção reduza as estatísticas. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para completude da democracia no âmbito dos maus-tratos aos animais.