Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 22/07/2020
É comum ver animais serem considerados sagrados em várias culturas do mundo, como a vaca na China, por exemplo. No Brasil, os bichos domésticos são reconhecidos, na maior parte, como “melhor amigo do homem”, por existir uma mútua fidelidade entre ambos. Entretanto, com a grande circulação de notícias pelas mídias, está sendo evidenciado que tal comportamento não é algo homogêneo. Diversas formas de maus-tratos são denunciados por dia e dados de animais abandonados pelas ruas só cresce.
Inicialmente, é importante destacar que o sentimento de superioridade humana, frente a todas as outras formas de vida, resulta na taxa de animais abandonados nas ruas. Tal situação é evidenciada quando mostrado dados estatísticos a cerca do assunto: segundo a OMS hoje existe mais de 30 milhões de bichos abandonados no Brasil, dentre eles, a sua maioria absoluta é de cães e gatos sem raça definida. Questões econômicas estão ligados com esse grande número, já que bichos com linhagem determinada chegam a ser vendidos e os sem progênie, que são muitas vezes doados, permanecem sem lar, devido à desvalorização desses seres pela espécie humana. Essa preferência por cachorros “valiosos” pode-se relacionar com o modelo toyotista, que se caracteriza por uma “produção por encomenda”, já que os futuros tutores escolhem os seres que querem baseados na sua raça.
Além de questões de interesse resultarem no abandono do animal, os bichos também sofrem com a violência física. Assim como crianças vivem com a agressão “para serem educadas”, com os bichos não é diferente, os mesmo sofrem tanto a violência física quanto a psicológica. O conceito de Normose, fundamentado pelo escritor Roberto Crema, se encaixa no assunto, pois ele considera Normose efeitos não normais que a sociedade enxerga como normal, e na verdade são patogênicos, fato que pode se relacionar com a violência aos animais na intenção de educar, visto que muitos tutores recorrem à essas práticas danosas, que além de lesões físicas podem resultar em traumas psicológicos ao animal.
Logo, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para que essa violência contra os animais termine. Para que isso aconteça, é fundamental que o governo, em simbiose com ONGs, intensifique e fiscalize denúncias de maus-tratos a esses seres, indo à residências suspeitas sem aviso prévio para analisar esse lugares, a fim de garantir uma segurança a esses seres vivos que muitas vezes são inofensivos. Além disso, é fundamental que o Poder Executivo aumente a fiscalização a fim de evitar que mais bichos sejam abandonados nas ruas. Só com essas medidas os animais poderão, de fato, considerar o homem como seu melhor amigo.