Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 28/07/2020

O “SeaWorld Orlando” é um famoso parque aquático estadunidense que retrata, principalmente, a vida marinha em vários de seus espetáculos, exibindo, em seu número mais famoso, uma apresentação com orcas. Nessas circunstâncias, para os animais conseguirem realizar a coreografia corretamente, eles são submetidos a uma série de violências, como a privação ao alimento e ao seu habitat natural, por parte dessas empresas. Na sociedade brasileira, sob tal ótica, para além da indústria de entretenimento, os maus-tratos à fauna é uma conjuntura cruel que desrespeita à Constituição do País e implica na extinção de algumas espécies.

Em primeira análise, é imprescindível salientar que não há uma fiscalização eficaz de leis ambientais. Nesse sentido, de acordo com o Artigo 225 da Magna Carta, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. Tal garantia, todavia, é deturpada, uma vez que não há medidas eficazes, por parte das Esferas Governamentais, no combate aos maus-tratos dos animais, parte essencial para a preservação do ecossistema brasileiro. Desse modo, um dos principais exemplos que reafirmam essa infeliz realidade é a existência de rinhas de galo ilegais, muito comuns em cidades de interior, cujo objetivo é fazer esses animais lutarem até a morte para alimentar apostas dos expectadores.       Outrossim, vale ressaltar que o tráfico ilegal de animais silvestres, como araras, tornou-se uma das formas mais comuns de violência à esses seres. Sob esse viés, conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), aproximadamente 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat natural. Nessa perspectiva, esse cruel panorama prejudica a perpetuação de algumas espécies ameaçadas em extinção, uma vez que estas são as mais cobiçadas por esse tipo de ação criminosa. Em suma, o tráfico ilegal de espécies podem prejudicar a perpetuação de espécies ameaçadas em extinção.

Percebe-se, portanto, que é necessário combater os maus-tratos a animais na sociedade brasileira. Para tanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o IBAMA, reforçar as políticas de fiscalização das leis ambientais, por meio da liberação de verbas públicas para a ampliação desse órgão. Assim, deve ser criado um projeto de recompensa para denúncias de tráfico ilegal ou maus-tratos desses animais, de modo a influenciar que casos como esses cheguem às autoridades com mais facilidade. Além disso, a recompensa deve ser cálculada e divulgada nos sites do IBAMA e na mídia local, como rádio presente na cidade. Feito isso, violências, como aos animais do SeaWorld Orlando, não serão banalizadas no Brasil.