Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 29/07/2020
Um dos maiores parques de entretenimento mundial, o Seaworld, localizado na Flórida, presenciou em 2010 a trágica morte de uma de suas funcionárias pela baleia de nome Tilikum, logo após as apresentações que aconteciam rotineiramente no local. Com isso, tem-se que tal acontecimento é só mais uma dentre as tantas consequências trazidas pelo histórico de dominação e maus-tratos envolvendo os animais. Assim, torna-se necessário rever as interações estabelecidas entre o homem e os bichos, visto que, o conceito das relações harmônicas interespecíficas, tão preconizado pela biologia, tem sido extrapolado em meio à uma visão de mundo cada vez mais antropocêntrica.
Em primeiro lugar, é necessário o entendimento do tipo de relação que o homem criou com as demais espécies de animais ao longo de todos esses anos. Nessa perspectiva, o que se vê é um vasto histórico de maus tratos aos bichos, quase sempre relacionado aos interesses e ganhos humanos. Prova disso, foi o uso de “cães bombas” pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial para o ataque aos inimigos. Tais bombas eram anexadas aos animais, e ao explodirem acabavam levando o cão à morte. Estima-se, portanto, que milhões de cachorros foram mortos por essa conduta que visava somente o ganho do homem.
Por outro lado, há ainda, a dominação e a construção das relações desarmônicas entre seres humanos e bichos, na perspectiva ilusória de levar entretenimento às pessoas. Nesse aspecto, podem ser citados os circos, e parques aquáticos a exemplo do próprio Seaworld, o qual conta com o uso de animais como baleias e golfinhos. E, muito embora, não pareçam ser lugares violadores da integridade animal, são muitos os relatos de agressões, o que foi registrado e divulgado no documentário norte-americano lançado em 2013 - Blackfish. Além disso, é necessário compreender também, que os bichos são seres que não apresentam o desenvolvimento do intelecto como os homens, e dessa forma, acabam por reagir com fúria numa tentativa natural de sobrevivência.
A integridade e o cuidado para com os animais, é portanto, dever de todas as nações. No que diz respeito ao Brasil, a Constituição de 1988 assegura a manutenção adequada de toda a fauna nacional. Para que isso seja cumprido, no entanto, é importante a ação do ministério da justiça, meio ambiente e educação. O judiciário e o setor ambiental deve atuar na fiscalização e punição para os responsáveis por maus-tratos além da produção de uma rede virtual de denúncia para facilitar a ação dos setores acionados. Quanto à educação, deve ser trabalho nas escolas, por meio das ciências naturais, a importância da fauna para toda a cadeia ecológica com a participação de convidados especialistas para as aulas. Somente assim, terá-se uma sociedade que honra e respeita suas garantias constitucionais.