Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 05/08/2020
No folclore brasileiro, a lenda dos sacis retrata seres “travessos” cuja uma das principais intenções é fazer da vida dos outros um tormento. Assim, é o ser humano para os animais, os quais estão sujeitos aos maus-tratos. É paradoxal, pois, em pleno século XXI -dito como evoluído-, a ausência de meios político-sociais interventores permite a covardia contra os bichos.
Convém analisar, inicialmente, a contribuição do Estado na problemática. Nesse viés, partindo da Constituição Federal de 1988, foi vedado a prática de maltratar os animais, no entanto, o reflexão hodierno representa uma contradição a esse pressuposto. Isso em razão de casos como do supermercado Carrefour, no qual um cachorro foi friamente assassinado por um segurança - de acordo com o jornal G1-, mostra que o Governo não está determinado em combater essa questão. Logo, essa condição política distancia, em muito, solução, banalizando a norma constitucional outrora legislada.
Em segundo plano, é lícito que o problema ainda advém da preservação de filosofias arcaicas. por parte do corpo civil. Nessa conjuntura, testemunha-se que a sociedade julga o bem-estar humano superior diante de qualquer outro ser vivo. Infelizmente, a existência desse comportamento é espelho das ideologias criadas pelo intelecto coletivo no passado. Entretanto, para o filósofo MIchel Foucault, o homem possui liberdade suficiente para formular novas ideias, bem como transpor pensamentos errôneos construídos em outros períodos históricos.
Infere-se, portanto, a relevância de atenuar os desafios supracitados. Em vista disso, o Governo Federal, por meio das verbas públicas, deve construir delegacias especializadas em crimes contra animais, com o objetivo de atenuar os maus-tratos, além de aumentar a pena para quem os praticar. Também, ainda cabe à escola -devido à sua influência na formação socioeducativa de um indivíduo- incluir no currículo escolar aulas sobre respeito e proteção aos animais, a fim de construir -por conseguinte- cidadãos mais propensos a desenvolver empatia por essa causa. Desse modo, aos poucos, os “sacis da realidade” passarão a vislumbrar de caminhos mais árduos para cometer maldades.