Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 23/08/2020
Na animação “The Bitter Bond”, é exposta a criação de um leão em cativeiro a fim de promover sua exploração com o turismo e, posteriormente, caça na África do Sul. Analogamente, a narrativa não destoa da realidade brasileira, uma vez que, motivados por uma falsa superioridade ou fascínio pelo diferente, humanos cometem abusos e maus-tratos contra outras espécies.
Primeiramente, é necessário entender que é infundada a ideia de que a espécie humana é superior. Primatas, gambás e até pandas possuem dedos opositores, permitindo o movimento de “pinça” exatamente como os homens. Além disso, todos os mamíferos possuem aparelhos reprodutores semelhantes aos humanos. Entretanto, essa semelhança não é compreendida por uma parcela da sociedade. Como exemplo, tem-se o caso de um homem condenado pela justiça de Santa Catarina por agredir uma cadela com cano de PVC, casos como esse são veiculados na mídia quase que diariamente.
Por conseguinte, há indivíduos que utilizam animais exóticos para obtenção de lucro. Criadouros ilegais, caça proibida e expedições fora da lei são atividades comuns, inclusive retratada na animação “The Bitter Bond”. Recentemente, a Polícia Civil de Brasília descobriu uma formação de “lavagem de animais” em órgão do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), os crimes foram descobertos a partir de um estudante picado por uma cobra exótica que estava sob domínio do mesmo ilegalmente.
Nesse contexto, fica evidente a necessidade de mudanças. O Ministério do Meio Ambiente deve reforçar as investigações, leis e multas já existentes por intermédio de subsídios à Polícia Civil. Além disso, deve propor campanhas de informação por meio de cartazes e palestras que abordem a questão da ideia de superioridade humana, alertando sobre os malefícios dessa ideologia para os animais. Espera-se com essas medidas uma maior conscientização da população e o fim dos abusos aos animais.