Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 31/10/2020

Durante segundo semestre de 2018, um cachorro foi espancado e envenenado por um segurança de uma rede de supermercados, na cidade de São Paulo, o que gerou repercussão nacional. Porém, mesmo com a indignação popular evidente, muitos ainda são os casos de maus tratos aos animais e, em sua maioria, são vistos como uma ação normal. Neste sentido, a sensação se superioridade humana em relação aos bichos e o tráfico de animais silvestres contribuem para que esse cenário continue.

Em primeira análise, vale ressaltar que o homem possui uma sensação de domínio sobre os animais e que isso o legitima aos maus tratos. Historicamente, no Brasil, os bichos são criados de uma maneira agressiva com o objetivo de expandir territórios e prover lucro. Dessa forma, muitos eram usados no trabalho exaustivo, como bois e cavalos no campo, o que acarreta a cultura de agressão. Logo, para que esse hábito se reduza o Governo Federal sancionou uma Lei de maus tratos contra animais que aumenta a pena para até cinco anos de detenção, além da multa.

Outrossim o tráfico de animais silvestres colabora de forma direta para a perpetuação dos maus tratos. Esse tipo de negócio relaciona o animal apenas ao lucro que ele pode oferecer e não à sua capacidade de sentir dor, desconforto e fome, por isso, os bichos são transportados em locais apertados e sem condições mínimas de higiene. Segundo uma notícia do site G1, cerca de 35 milhões de animais silvestres são tirados da fauna brasileira anualmente, o que comprova o tráfico relacionado às agressões.

Portanto, alertar a sociedade para casos de maus tratos aos animais, como em 2018, é necessário. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com as secretarias de segurança, deve monitorar as principais vias de tráfego ilegal de animais, por meio de instalação de câmeras em locais estratégicos, guardas ambientais e rodoviários em “blitz” e vigia constante em áreas de preservação, a fim de reduzir e punir esses casos. Ademais, as escolas devem criar aulas interdisciplinares sobre o tema, por intermédio de filmes e pesquisas, visando a formação crítica social.