Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 28/08/2020
Sob a perspectiva cinematográfica do filme ‘Rio’, é demonstrado durante toda sua história a prática de comercialização ilegal de aves exóticas e maus-tratos aos animais silvestres ali presente. Não distante da ficção, é notório a continuidade dessa situação na sociedade brasileira, visto os frequentes casos de abuso e violência contra esses seres vivos. Nesse contexto, cabe analisar que o comportamento social e a ineficácia das leis são os principais causadores do problema.
No que concerne à problemática, é perceptível a negligência governamental no que tange ao cumprimento das normas de proteção aos animais. Nesse viés, consoante ao pensamento do contratualista Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social -leis-, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política, no que diz respeito à falta de intervenções públicas voltadas para a garantia do direito à proteção ambiental desses seres indefesos. Como consequência, com a falta de monitoramento desses crimes, surge a dificuldade ao combate.
Outrossim, as atitudes de alguns cidadãos no que diz respeito ao ato de tráfico de animais, é um fator agravante dessa situação em questão. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, as sociedades contemporâneas são pautadas na efemeridade, na individualidade e no imediatismo. De maneira análoga, tal teoria aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista o comportamento fútil de algumas pessoas que, ao visarem dinheiro, fazem práticas ilegais e antiéticas de comercialização de bichos. Com efeito, esse mercado de caça ilegal torna-se muito presente nos territórios brasileiros, o que intensifica esse maus-tratos.
Urge, portanto, alternativa para combater esses atos no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Poder Público, assegurar o direito dos animais, Isso será feito por meio de investimento em monitoramento e fiscalização, periódica, nas áreas urbanas e rurais, seja através de drones, seja por fiscais de vigilância ambiental. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam efetuar uma sociedade justa para os animais e que vai contra os princípios desenvolvido no filme ‘Rio’.