Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 01/09/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, visto que é livre e responsável. No entanto, observa-se a irresponsabilidade da sociedade no que tange a agressões físicas contra animais. Esse cenário antagônico é fruto tanto da insuficiência das leis, que encontram obstáculos para serem cumpridas, quanto do individualismo/falta de empatia dos indivíduos com os seres irracionais, que possuem a visão de superioridade humana em detrimento dos bichos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que as apurações das denúncias de maus-tratos aos animais devem ser mais efetivas. Por exemplo, a Constituição Brasileira de 1988 assegura a detenção, de três meses a um ano, no caso de práticas abusivas aos bichos. Contudo, a inexistência de órgãos específicos na apuração de acusações faz com que ocorra um desleixo governamental no cumprimento rígido das leis. Assim, fica claro que em virtude da ausência de um Disk Denúncia exclusivo de proteção aos animais os agressores encontram brechas na regulamentação governamental, fazendo com que a impunidade fomente outros maldosos a praticarem os abusos, visto que a maioria dos agressores ficarão ilesos.

Além disso, os maus tratos aos animais encontram terra fértil no campo do individualismo/falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, o filósofo polonês Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo, em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois para colocar-se no lugar do outro é necessário deixar de olhar apenas para si. De maneira análoga, vê-se que essa liquidez que influi sobre as relações sociais entre os indivíduos assemelha-se a relação homem x animal, visto que os agressores não possuem empatia em relação as bichos, que são frágeis e incapazes de se defender, o que é gerado por uma cultura de superioridade do ser humano, que coloca outros animais como sendo seres inferiores.

Infere-se, portanto, que urgem medidas efetivas que visem diminuir os casos de maus-tratos aos bichos. A priori, compete ao Governo, em parceria com o Ministério Legislativo, por meio da criação de uma Delegacia de Proteção Animal em território nacional, maior efetividade na apuração e viabilização das denúncias realizadas, com o intuito de fomentar a justiça dos atos maldosos que forem cometidos, fazendo com que haja menor impunidade, como consequência haverá menos agressões. Ainda é de responsabilidade da mídia, através de seus meios de comunicação ( televisão, jornais, revistas, etc) a divulgação de campanhas educativas, que abordem sobre a importância de denunciar a violência contra os animais, visando aumentar a realização das acusações. Com essas ações, espera-se mitigar os maus-tratos aos bichos e tornar indivíduos mais responsáveis.

Infere-se, portanto, que urgem medidas efetivas que  visem mitigar os casos de maus-tratos aos animais.