Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 03/09/2020

Gilberto Dimenstein, escritor e jornalista brasileiro, em sua obra “Cidadão de Papel”, alude respeito de diversos direitos permanecerem apenas na teoria. Prova disso, é a persistência de maus-tratos contra os animais no Brasil. Nesse prisma, torna-se indispensável a discussão acerca das alternativas para o combate a esse tipo de violência, que é corroborado pela impunidade frente a esses crimes e pela falta de uma educação conscientizadora.

A priori, a impunidade no que tange aos maus-tratos aos animais, corrobora para a permanência desse na sociedade, por conseguinte, compromete a coesão da sociedade e a naturalização desse crime. Desse modo, esses seres são submetidas a situações deploráveis de acorrentamento, de fome, de violência, de abandono e de tamanha negligência, todavia muitos não se sensibilizam frente a esse delito e passa como corriqueiro. Portanto, essa infeliz realidade, evidenciando a derrota humana, pois segundo o filósofo existencialista, Jean paul-Sarte, “a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”.

Além disso, conforme o sociólogo brasileiro Betinho, uma sociedade não muda pela sua política, pela sua economia e nem mesmo pela sua ciência, muda sim pela sua cultura. Prontamente, no Brasil, músicas como “atirei o pau no gato” são inseridas desde cedo para crianças no próprio ambiente escolar, ainda que a cantiga retrate a violência contra os animais. Dessa forma, essa cultura que normalizar essa violência não favorece o estabelecimento de uma ética social, ainda que essa prática seja inconstitucional, ficando desprendida de uma reflexão moral e do respeito a carta magma, bem como o desrespeito a vida.

Destarte, medidas são precisas para mitigar essa problemática. Dessa forma, é dever do governo restaurar a ordem, assegurando punições aos crimes de violência aos animais e implementando multas rígidas a inadvertência cometidas, por meio da fiscalização e ampla campanha convocando a população a denunciar violências e negligências contra a esses animais, a fim de minimizar essa prática deplorável. Ademais, as escolas devem trabalhar desde cedo a consciência ética e moral, respeitando a legislação e estabelecendo que qualquer tipo de violência é crime e não deve ser normalizada. Logo,  transformando a perspectiva de busca por alternativas, para estabelecer uma realidade de respeito e preservação a vida, mediante a conscientização social por intermédio da educação, em concordância com o pensador e Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que educação faz dele”.