Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 18/09/2020

Cruella- vilã do clássico filme da Disney “101 Dálmatas”- persegue cachorros com o intuito de maltratá-los e produzir casacos com suas peles.Esse cenário nefasto, infelizmente, não se limita à ficção, visto que a falsa superioridade humana e a mercantilização animal são hoje empecilhos para a superação dos maus-tratos ao animais.

Inicialmente, um entrave é a visão errônea da sociedade.Dessa forma, vale ressaltar que o especismo é o ponto de vista de que o homem pode explorar as demais espécies por se considerar superior a elas.Esse panorama falso e lamentável normaliza a violência aos animais, os quais são colocados em posição de subordinação, além de ignorar a sua senciência, ou seja, sua capacidade de possuir sentimentos e consciência. Logo, esse contexto viola a existência desses seres e até mesmo seu direito à vida.

Ademais, é imperioso salientar que a Revolução Industrial consolidou o Capitalismo como modelo econômico, o que prioriza o lucro a qualquer custo. Nessa acepção, a mercantilização dos animais tornou-se uma realidade, a exemplo dos rodeios e exposição pública em circos, situações que apesar de causarem sofrimento e modificar seu nicho ecológico se tornaram banais apenas por movimentar o capital. Essa situação deplorável urge que subterfúgios sejam encontrados.

Portanto, cabe ao Governo Federal- órgão máximo detentor do poder- juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, apoiar e ensinar o respeito a todas as formas de vida, por meio da criação de núcleos de estudo especializados em escolas e lugares públicos, os quais deverão realizar ações locais de combate aos maus-tratos aos animais. Isso deve ser feito com o fim de promover uma sociedade mais segura a todas as espécies.Sendo assim, pode-se alterar a realidade de crueldade como a do filme “101” dálmatas e promover, por fim, uma sociedade igualitária.