Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 21/09/2020
Na longa-metragem “101 Dálmatas”, publicada em 1996, é retratado o desmazelo aos bichos por parte de pessoas que pretendem utilizar as pelagens desses seres para fabricar roupas e satisfazer suas vontades individuais. De modo similar à ficção, o que se percebe na realidade é a perpetuação dos maus-tratos, assim como descrito na obra. Esse panorama malicioso é causado tanto pela insuficiência de leis, quanto pela falta de benevolência humana. Posto isso, faz-se necessário examinar esses agravantes e suas possíveis soluções.
Preliminarmente, pode-se alegar que um dos principais colaboradores para o desleixo com os bichos é a carência da eficácia de normas legais. Corroborado pelo Senado brasileiro, em 2020, a lei “Animal não é coisa” prevê que os animais devem ser tratados como seres passíveis de sentimentos e emoções. Entretanto, não é o que se observa na realidade brasileira, visto que, muitas vezes, os malfeitores não acatam esse regulamento devido à supressão dessa ordem. Consequentemente, os animais de rua, sobretudo os cachorros e os gatos, são cruelmente agredidos, isso porque são malvistos por não terem higiene adequada, estado físico agradável e pela ignorância humana.
Além disso, é fundamental ressaltar que a ausência de altruísmo do ser humano impulsiona muitos indivíduos a maltratarem os felinos. De acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer, " a compaixão com os animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem". A partir disso, infere-se que muitos cidadãos não agem de acordo com o conceito, posto que uma parte da população se comporta de acordo com o modo de tratamento desses seres, influenciando outras pessoas a realizarem o mesmo. Assim, prossegue a negligência delineada em “101 Dálmatas” e uma boa parte dessa gente reprisa esse erro.
Torna-se evidente, portanto, que a insuficiência de leis e a falta de benevolência humana criam esse panorama malicioso. Para minimizar o problema, é necessário que o Governo Federal — instituição pública responsável por incentivar a população a seguir as normas — alerte a população sobre a existência das leis que protegem os bichos abandonados. Tal atitude deve ser realizada por meio de anúncios e propagandas na televisão, uma vez que, no cenário hodierno, o televisor serve como instrumento mais eficaz para a comunicação com a população. Apenas sob essa perspectiva, será possível concretizar as leis a favor dos animalejos sem-tetos.