Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 22/09/2020

No Egito Antigo, o zoomorfismo, culto religioso de adoração a deuses em forma de animais, despertava nos egípcios o sentimento de valorização dos bichos. Contudo, a sociedade ocidental desenvolveu, em relação a esses seres, um comportamento marcado pelo ideal de soberania humana, que enxerga outras criaturas como uma segunda categoria desprovida de vontades ou sentimentos, ou seja, um objeto. Depreende-se, portanto, que tal pensamento justifica a prática de maus tratos, a qual precisa, veementemente, ser combatida, a fim de assegurar o direito de segurança aos animais.

Em primeira análise, o longa-metragem “Dumbo” retrata um filhote de elefante, usado em espetáculos circenses, que sofre após ter sido afastado de sua mãe, que foi enjaulada. Diante disso, nota-se que, assim como a extinta prática de utilizar animais em circos, existem formas de maus tratos toleradas e que, muitas vezes, não são nem mesmo vistas dessa forma, como é o caso de cães presos a correntes em tempo integral e pássaros engaiolados. Sendo assim, é fundamental que o Governo Federal aja por meio da contratação de empresas de propaganda a fim de criar anúncios publicitários que condenem atos dessa natureza e abordem suas consequências para a saúde dos bichos.

É válido citar, ademais, o livro “Vidas Secas”, que apresenta uma cadela chamada Baleia, a qual é morta de forma violenta por seu dono, após contrair raiva. Dessa forma, é possível estabelecer um paralelo entre a personagem e os cães vítimas de maus tratos no Brasil, que são espancados e mortos, e, na maioria das vezes, estão em situação de rua. Com isso, é essencial a ação do Poder Legislativo, por meio da aprovação de projetos de lei, que proponham penas mais rígidas aos agressores, com direito à detenção e multa revertida em doações às organizações não governamentais, que se comprometem a retirar os animais das ruas.

Em vista disso, percebe-se a importância de medidas viáveis para diminuir os índices alarmantes de maus tratos, tendo em vista a saúde física e mental dos bichos. Para isso, o poder público deve utilizar-se de seus aparatos e iniciar uma mudança de pensamento gradual na sociedade, como forma de dissolver o ideal de superioridade do homem. Assim, será possível acabar com esses atos degradantes e respeitar plenamente outros seres.