Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 03/10/2020

Segundo Schopenhauer, quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem, uma vez que a compaixão está atrelada com o caráter e a bondade. Em contrapartida, a causa dos maus-tratos aos bichos é cada dia mais alarmante no Brasil, resultando em sérios desdobramentos como vulnerabilidade desses animais e normalização de tal ato.

Em primeiro lugar, com a flexibilização das leis ambientais contra os maus-tratos a esses indivíduos gera um desamparo na população, que denuncia tais atos, mas sem sucesso, em que os próprios responsáveis por atender aos relatos permanecem inertes à situação. Isso deixa esses animais vulneráveis, resultando à suscetíveis doenças e traumas.

Além disso, com a ineficiência da fiscalização dos maus-tratos à fauna, tal violência torna-se algo normalizado na sociedade brasileira, piorando a situação. Consequentemente, a criação de eventos para fins comerciais e de entretenimento social, em algumas regiões brasileiras, são consideradas  por alguns como festas culturais. Só para ilustrar, no Brasil temos a briga de galo, a vaquejada e o rodeio, onde os animais são altamente expostos ao estresse, sendo assistidos pela plateia humana.

Contudo, conscientizar, punir e reeducar os indivíduos que maltratam os bichos são medidas imprescindíveis. Com amparo do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e redes midiáticas em prol da conscientização da população, em banners, outdoors e comerciais televisivos, pode-se reeducar a sociedade, criando assim o caminho para combater essa causa.