Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 04/10/2020

Localizada em Londres, a famosa Estátua do Cão Marrom simboliza a luta contra o sofrimento dos animais. Todavia, apesar de restringir a crueldade para fins acadêmicos, muitos desses seres vivos ainda sofrem maus-tratos no ambiente doméstico devido sua objetificação e a falta de denúncias por parte da sociedade. Nesse sentido, é fundamental discutir as alternativas para reversão desse problema.

Primeiramente, convém destacar que muitas pessoas enxergam seus animais de estimação como meros objetos, portanto, destituídos de sentimentos. Assim, ao abandoná-los ou agredi-los não há reflexão sobre a ação maldosa. Fato condizente com à teoria de banalização do mal, da filósofa Hannah Arentd, na qual atitudes violentas tornam-se triviais quando são frequentes e não questionadas. Desse modo, é notória a necessidade de alterar tal percepção a fim de tornar essa prática abominável, tal como deve ser.

Ademais, esse tipo de crime poderia ser menos recorrente caso os agressores fossem denunciados. No entanto, segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, embora a grande maioria dos brasileiros já tenha presenciado formas de maus-tratos à criaturas indefesas, apenas 17% realizam as devidas acusações. Logo, o sentimento de impunidade associado à banalização impede que tais impasses sejam coibidos, conjuntura negativa que deve ser reduzida.

Sendo assim, com o objetivo de mitigar os maus-tratos aos animais domésticos, a mídia televisiva deve proporcionar debates, por meio da criação de programas voltados para assunto afim de combater a objetificação e estimlar as denuncias. Para tanto, as atrações devem ser comandadas por personalidades famosas que defendem a causa, como a Luiza Mell, importante ativista dos direitos dos animais. Dessa forma, mais memoriais serão erguidos como símbolos da superação de todas as formas sofrimento desses seres.