Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 07/10/2020
Promulgada pela Constituição Federal em 1998, todos os indivíduos têm o dever de proteger a fauna e flora, vedadas, práticas que submetam animais à crueldade. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que os maus tratos aos animais encontram-se efetivado na sociedade. Desse modo, a ganância humana, em consonância com indiferença estatal, são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente vale ressaltar a ambição das pessoas como perpetuador do problema. Segundo Karl Marx, em sua análise da sociedade pós Revolução Industrial, a busca, incansável, por dinheiro diminui à igualdade entre todos. Sob esse viés, muitas pessoas usam animais para realizar trabalhos pesados buscando conseguir poder aquisitivo.Assim, esses animais são usados para satisfazer o desejo humano, e acabam submetidos à violência e a crueldade.
Em segundo plano, vale salientar negligência governamental como impulsionador da problemática. De acordo com o IBGE, cerca de 40% dos animais domésticos ao adoecer são abandonados. Por essa perspectiva, a população vulnerável opta em abandonar esses bichos, pois não possuem condição financeira de cuidar deles, visto que no Brasil não detém clínicas de animais públicas.
Portanto, com intuito de mitigar os maus tratos aos animais, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério do Meio Ambiente reverta essa verba em construção de clínicas veterinárias públicas, que por meio de propagandas, a população de baixa renda ficaria sabendo. É basilar a mídia divulgar e alertar a população sobre a importância de cuidar dos animais. Somente a promulgação da Constituição Federal entrará em completo vigor.