Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 15/10/2020
“O importante não é viver, mas viver bem” .Segundo o sociólogo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência .No entanto, esse ideal platônico não é realidade para boa parcela da população, visto que a inobservância estatal frente aos crescentes casos de exploração aos animais promovem uma série de impactos negativos, como a comercialização indevida e usos experimentais .Tendo isso em vista,deve-se entender melhor o contexto atual e resolver os problemas da conjuntura em questão.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações impulsionam nos maus-tratos .Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 estabelece no artigo 32, a prática de mutilação e abusos como crime.Contudo, a falta de fiscalização e a ausência do Estado contribui para a perpetuação dos maus-tratos a animais sem moradia, uma vez que, sem punições efetivas, o agressor não se intimidará e, consequentemente, continuará violando a integridade física desses seres. Logo, uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para diminuir os índices de exploração desses bichos.
Outrossim, vale apontar que a relevância de tais seres vivos tem perdido força na sociedade.A esse respeito, Theodor Adorno, importante filósofo da Escola de Frankfurt conceitua o termo “indústria cultural” como método indutivo para gerar lucro de acordo com as necessidades da população.Paralelamente, é o que acontece hodiernamente, visto que empresas e centros especializados utilizam-se de animais como cobaias para realizarem testes experimentais, a fim de atender seus interesses e terem renda .No entanto, esses procedimentos são extremamente prejudiciais, o que é responsável por estimular praticas nocivas, marcadas pelo abuso constante dos animais, mutilações e mortes.
Em suma, medidas são necessárias para reduzir os maus-tratos .Para tanto, cabe ao Governo Federal criar delegacias especializadas, a fim de atender qualquer tipo de ocorrência, para que as denuncias sejam, de fato, ouvidas e direcionadas com ajuda de profissionais da área, com intuito de investigar e punir os infratores.Ademais,as entidades governamentais poderiam formar parcerias com ONGs,com o fito de elaborar campanhas,de modo a procurar e oferecer novos lares aos encontrados em más condições,além de levar tal discussão às TVs, utilizando ficções com engajamento social para mostrar a necessidade da delação.Desse modo, será possível reduzir a exploração aos animais e, assim, estabelecer uma sociedade justa e igualitária e menos guiada por interesses econômicos e sociais.